Características dos cuidadores de idosos assistidos pelas equipas domiciliárias da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados na região de Lisboa e Vale do Tejo: estudo transversal observacional

Autor: Paula Broeiro-Gonçalves
Jazyk: English<br />Spanish; Castilian<br />Portuguese
Rok vydání: 2017
Předmět:
Zdroj: Saúde & Tecnologia, Vol 0, Iss 17, Pp 39-46 (2017)
Druh dokumentu: article
ISSN: 1646-9704
DOI: 10.25758/set.1711
Popis: RESUMO: Introdução – O sucesso do envelhecimento no lugar depende do cuidador informal. O cuidador é o elemento crítico no cuidado. Importa, pois, caracterizar os cuidadores e verificar se existe associação entre características do cuidador e a duração do cuidado e a respetiva sobrecarga. Metodologia – Estudo descritivo transversal, numa amostra de 230 participantes, distribuídos por 25 equipas de cuidados continuados integrados aleatoriamente selecionadas. A colheita de dados ocorreu por entrevista semiestruturada ao cuidador, no domicílio do doente. Procedeu-se à descrição e análise (Qui-Quadrado e correlação de Spearman) dos dados. Resultados – A média de idade dos cuidadores foi de 66,46 anos. Noventa e sete (42,1%) encontravam-se em idade ativa (18 a 64 anos). Duzentos e vinte e seis (98%) cuidadores eram familiares, predominantemente cônjuges ou filhos e menos de metade (47%) dos cuidadores prestam cuidados tecnológicos. Verificou-se uma tendência de associação negativa entre sobrecarga do cuidador e autoperceção do estado de saúde e satisfação com o cuidar. A acessibilidade telefónica aos profissionais foi valorizada pela maioria (85,7%) dos cuidadores, sendo que a maioria (88,3%) tinha telemóvel e menos de metade (40,4%) computador. Discussão – O cuidar no lugar de idosos é feminino, familiar (cônjuges e filhos) e com idade igual ou superior a 65 anos. O número de cuidadores em idade ativa em que mais de metade não trabalha é uma questão social e económica que merece reflexão. A sobrecarga subjetiva do cuidador esteve inversamente associada à satisfação do cuidar e à autoperceção do estado de saúde. As horas de cuidado formal parecem ser um indicador económico e não de necessidade de cuidado. A associação entre escolaridade e cuidados tecnológicos e uso de tecnologias de informação e comunicação pelos cuidadores foram alguns dos resultados relevantes.
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