A integração da narrativa mítica das mulheres Amazonas e sua função estética na trilogia sul-americana Amazonas, de Alfred Döblin
Autor: | Redel, Elisângela |
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Jazyk: | portugalština |
Rok vydání: | 2021 |
Předmět: | |
Zdroj: | Pandaemonium Germanicum; v. 24 n. 43 (2021); 188-216 Pandaemonium Germanicum Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
ISSN: | 1982-8837 1414-1906 |
Popis: | This work analyzes the integration and construction of the mythical narrative of Amazon women in the first volume of the South American trilogy Amazonas, by Alfred Döblin. It is a novel still little known in Brazil, written between 1935 and 1937, when the author was exiled in Paris. From the perspective of Jan Assmann (1999; 1992) in relation to the notions of foundational mitomotricity and counter-present mitomotricity, we focus on how the mythical narrative of Amazon women is incorporated into the trilogy and what meanings it raises. We consider that the author operates in two ways in the novel: the first is the incorporation and functioning of certain myths in the fictional representation of the life of the indigenous people; the second is the adaptation of myths in the construction of the fictional plot, with the reader having a dual participation in the mythical narrative: as an observer at the level of fictional reality and as a receiver at the level of the novelistic narrative. In this sense, indigenous mythology is introduced in the novel in a complex way, acts as an aesthetic element that seeks to reconfigure the position of man in nature and has a “counter-present” effect on readers, as it induces a critical reflection on the development of human civilization and of its destructive power, especially in the first half of the 20th century. Este trabalho analisa a integração e a construção da narrativa mítica das mulheres Amazonas no primeiro volume da trilogia sul-americana Amazonas, de Alfred Döblin. Trata-se de um romance ainda pouco conhecido no Brasil, escrito entre 1935 e 1937, quando o autor esteve exilado em Paris. Sob a perspectiva de Jan Assmann em relação às noções de mitomotricidade fundacional e mitomotricidade contrapresente, focalizamos como a narrativa mítica das mulheres Amazonas é incorporada na trilogia e quais significações suscita. Consideramos que o autor opera de duas maneiras no romance: a primeira é a incorporação e funcionamento de certos mitos na representação ficcional da vida dos indígenas; a segunda é a adaptação de mitos na construção da trama ficcional, sendo que o leitor possui uma participação dupla na narrativa mítica: como observador no nível da realidade ficcional e como receptor no nível da narrativa romanesca. Nesse sentido, a mitologia indígena é introduzida no romance de maneira complexa, atua como elemento estético que busca reconfigurar a posição do homem na natureza e tem efeito “contrapresente” sobre os leitores, pois induz a uma reflexão crítica sobre o desenvolvimento da civilização humana e do seu poder destrutivo, sobretudo na primeira metade do século XX. |
Databáze: | OpenAIRE |
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