'Against the world' : gender, love and sexuality in the evangelical movement I chose to wait

Autor: Luiza Vitória Terassi Hortelan
Přispěvatelé: Piscitelli, Adriana Gracia, 1954, Gregori, Maria Filomena, Teixeira, Jacqueline Moraes, Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
Jazyk: portugalština
Rok vydání: 2020
Předmět:
Zdroj: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
instacron:UNICAMP
Popis: Orientador: Adriana Gracia Piscitelli Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Resumo: Esta dissertação tem como objeto o Eu Escolhi Esperar, um movimento evangélico em defesa da abstinência sexual pré-conjugal, bem como as narrativas e trajetórias de seus seguidores. Promovendo como ideais a pureza sexual e a saúde emocional, o movimento se constitui como uma pedagogia afetiva que produz novos sentidos para a prática da abstinência antes do casamento, distanciando-a de um noção proibitiva de pecado. Busco compreender as formas de governo da sexualidade de jovens solteiros engendradas pelo movimento, que mobiliza a abstinência pré-conjugal como uma escolha baseada em uma lógica de inteligência emocional. Assim, o movimento coloca em ação tecnologias de subjetivação que visam produzir sujeito marcados por gênero, aptos a fazerem escolhas inteligentes na autogestão de suas vidas. Reflito ainda sobre como tais discursos são profundamente perpassados por códigos e demarcações de gênero, produzindo feminilidades e masculinidades, entremeadas a concepções de amor e modelos de relacionamento amoroso. O aprendizado de novas formas de condução da vida afetivo-sexual é visto como uma questão de importância social, uma vez que a atual geração de jovens estaria imersa na busca imediatista pelo prazer, em relações fragmentadas e utilitárias, não conseguindo, portanto, estabelecer vínculos duradouros que, através da construção do verdadeiro amor - saudável e desinteressado - resultem no casamento e na família heterossexual, monogâmica e indissolúvel. Nesse sentido, a espera é mobilizada como uma decisão na contramão do mundo em prol da verdadeira liberdade. Diferentemente da liberdade sexual propalada pelo mundo, esta permitiria ao sujeito discernir sobre suas decisões sem a interferência de uma sociedade hiperssexualizada, na qual a abstinência seria um estigma, de suas carências emocionais ou dos apelos sexuais do corpo. Tal retórica sobre a liberdade tensiona os imaginários correntes em torno da abstinência com motivação religiosa, abrindo espaço para problematizarmos a forma como os sujeitos orientam suas condutas a partir das normas, em um constante agenciamento destas, ressignificando a abstinência através de suas trajetórias de vida e de seus trânsitos religiosos Abstract: This dissertation has as its object the evangelical movement I Chose to Wait - that advocates premarital sexual abstinence - as well as the narratives and trajectories of its followers. Through promoting sexual purity and emotional health as ideals, the movement is constituted as an affective pedagogy that produces new meanings for the practice of abstinence before marriage, disengaging it from a prohibitive notion of sin. I seek to understand the forms of young singles¿ sexuality governance engendered by the movement, which mobilizes premarital abstinence as a choice based on a logic of emotional intelligence. Thus, the movement puts into action technologies of subjectivation that aim to produce subjects marked by gender, able to make intelligent choices in the self-management of their lives. I also reflect on how such discourses are deeply permeated by codes and demarcations of gender, producing femininity and masculinity, interspersed with conceptions of love and models of love relationship. The learning of new ways of conducting affective-sexual life is seen as a matter of social importance, since the current generation of young people would be immersed in the immediate pursuit of pleasure, in fragmented and utilitarian relationships, thus failing to establish bonds that, through the construction of true love - healthy and disinterested - result in heterosexual, monogamous, and indissoluble marriage and family. In this sense, waiting is mobilized as a decision against the world in favor of true freedom. Unlike the world-proclaimed sexual freedom, it would allow the subjects to discern about their decisions without the interference of a hypersexual society - in which abstinence would be a stigma -, their emotional needs or the sexual appeals of the body. Such rhetoric about freedom tenses the current imaginary around religiously motivated abstinence, allowing us to problematize the way subjects orient their behaviors based on norms, in its constant agencying, reframing abstinence through their life trajectories and their religious transits Mestrado Antropologia Social Mestra em Antropologia Social CAPES
Databáze: OpenAIRE