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Essenciais na logística brasileira, caminhoneiros enfrentam inúmeros desafios na rotina laboral, expostos à precarização social e do trabalho. Objetivou-se analisar a percepção das vivências laborais e repercussões destas na saúde mental, em 120 caminhoneiros. Instrumentos: Questionário de Saúde Geral (QSG-12); Escala de Sonolência de Epworth (ESE); e Questionário Sociodemográfico. Estatísticas descritivas, correlação de Spearman, qui-quadrado e regressão linear simples foram realizadas no GNU/PSPP (1.0.1). Escores próximos ao ponto médio da escala, no QSG-12, sugeriram desgaste mental moderado, com maior renda relacionada à maior Redução da Autoeficácia, enquanto a ESE estimou sonolência diurna excessiva para 43,3% da amostra. Análises inferenciais apontam para relações negativas entre a qualidade do sono com a renda e a jornada de trabalho. Tais achados auxiliam planejamentos de intervenção em promoção da saúde do caminhoneiro e destacam aspectos trabalhistas da precarização, de maneira que construtos como suporte social e organizacional podem ser abordados em pesquisas subsequentes. |